Um cabrito na terra do Tio Sam

Oeoeoeoe,

Pensaram que eu tinha desisto do blog né? Haha. Quase.

Depois de um pequeno hiato em 2013 (apenas seis meses), pretendo voltar a ativa com textos para o blog (videos ainda não sei, dá muito trabalho). Na correria entre trabalho e pós graduação realmente sobrou muito pouco tempo para mim na segunda metade do ano passado.

E nesse pouco tempo que sobrou, finalmente realizei meu sonho de viajar pro exterior (coisa de pobre isso, mas é verdade). Enfim, o cabrito aqui passou uma temporada de 8 dias na terra do tio sam, mais especificamente em Nova Iorque, durante o mês de novembro.

Como sou um ser que gosta de reparar e fazer comparações, eis aqui os principais pontos que eu notei durante essa minha viagem:

 

 

1. Os americanos são MUITO, mas MUITO mais educados que os brasileiros.

Que preconceito é esse sheep? Complexo de vira lata isso aí.

Quem dera que fosse: uma coisa muito legal que eu notei é que TODOS são muito educados (sempre com expressões de “I’m sorry” e “Thank you” em qualquer hora do dia, quando voltei pro pt-BR, no aeroporto esbarrei em uma senhora sem querer e já sai falando “I’m sorry”, de tão acostumado estava com essa característica).

A impressão que eu tive é que todos querem viver suas vidas incomodando o mínimo possível a vida das outras, ou seja, completamente diferente aquele seu vizinho que liga o som bem alto a noite, e acha que tem razão. Ou ainda aquele motorista folgado que para o carro em fila dupla. Ou outros zilhões de exemplos que os brasileiros fazem todos os dias.

A única coisa que eu que eu esperava diferente é que em Nova Iorque também se atravessa a rua com o sinal fechado ou fora da faixa! hahaha.

2. Existem pobres lá também.

Por incrível que pareça, vi diversos mendigos pelas ruas da big apple, algo que eu não esperava. Claro que não é nada comparado com os condomínios de barracos que os mendigos fazem no centro de São Paulo, mas existe pobreza lá sim. Pouco, mas existe.

Um detalhe que também não passa desapercebido são as estações de metro de lá. São todas MUITO velhas, e até sujas. Fazem parecer o metro de São Paulo a sétima maravilha do mundo. Mas que fiquei claro, com o metro de Nova Iorque consigo ir para praticamente todos os cantos da cidade, ao contrário de São Paulo. E no metro de Nova Iorque não funciona 3G. Há!

3. Frio, MUITO frio.

Fomos para lá dia 18/11 e voltamos dia 26/11, ou seja, pegamos o final do outono no hemisfério norte, e pelo que eu vi lá, brasileiro reclama do nosso frio reclama A TOA!

Acho que a temperatura máxima durante esse tempo foi uns 8 graus Celsius  Nessa temperatura, tinha gente andando de camiseta ou até fazendo esportes sem camisa! Porém com o tempo você se acostuma, pois ao chegar em qualquer estabelecimento, você nem sente o frio, devido ao sistema de calefação.

Agora pra mim o bicho pegou quando as temperaturas caíram para abaixo de zero grau. Meu amigo, se você não está acostumado (imagina eu, saindo do Sahara do sul do Brasil, vulgo Londrina) o negócio é TENSO.

Durante os primeiros dias de viagem, em que a temperatura estava suportável, tenho diversas fotos dos pontos turísticos que eu visitei. Mas depois que peguei -6 graus indo para a estátua da liberdade, não tirei mais fotos. Por que? Porque é IMPOSSÍVEL ficar sem luvas nesse frio. Minhas mãos enrugavam de tanto frio. Isso sem falar no vento cortante que estavam fazendo minhas orelhas quase necrosarem.

Porém, ao contrário do calor, basta colocar uma toca, uma luva, que está tudo certo (no frio que eu peguei lá, não esse frio de janeiro que congelou tudo). Ainda estou na dúvida se prefiro o frio que eu enfrentei lá ou o calor daqui.

Como esse clima era novidade para mim, não pude deixar de notar como a cidade fica bonita nessa época do ano, é algo que realmente não temos no Brasil. A vegetação mudando de cor deixa as ruas com um aspecto muito bonito (dica: o central park nessa época é simplesmente fantástico).

4. As coisas lá são muito mais baratas.

Isso não preciso nem comentar né? Se você for com 1000 dólares para gastar, você gasta! Se for com 2000, gasta também! É impressionante como as coisas são mais baratas lá. E isso para nós brasileiros, que ganhamos, sei lá, ⅕ do que os americanos ganham. Imagina pra eles? Roupas e outros produtos que são artigos de luxo para nós, pra eles são coisas do cotidiano.

Confesso que disso eu fiquei com uma “invejinha” deles. E os carros então? Cada um mais legal que o outro, e tudo pela metade do preço dos carros que compramos aqui. Por falar em carro, ô povo que gosta de carro japonês! Fazendo uma analogia tosca, o Gol deles é o Toyota Corola. Impressionante a quantidade de Corolas que eu vi rodando nas ruas de NYC. Também vi bastante Nissan nas ruas, algo que já não tem tanto por aqui. Os carros legitimamente americanos vi pouco, apenas alguns Focus novos.

E o Playstation 4? Ninguém viu nem ouviu falar! Fui com o intuito de comprar um para mim, o video game foi lançado dia 15/11, cheguei lá dia 18/11, e não encontrei ele em NENHUMA LOJA! Impressionante. Devo ter ido em umas 15 lojas diferentes e nada de ter o Playstation 4 em estoque. Acho que a frase que eu mais ouvi em NYC foi  “Playstation 4? It’s out of stock”.

No final das contas comprei um Xbox One e voltei feliz #ChupaSony =D

5. Brasileiros em TODOS os LUGARES

Quando amigos me contavam suas experiencias no exterior, dizendo que existem brasileiros todos os lugares, achava que era mentira. Porém essa viagem veio provar que eu estava REDONDAMENTE enganado.

Eu não sei se isso é só em Nova Iorque, mas o que tem de brasileiro naquela cidade é algo inacreditável. Diversas vezes, andando na rua, ouvia gente falando em pt-BR. Pontos turísticos? TODOS, simplesmente TODOS os pontos turísticos que visitei lá encontrei brasileiros. No outlet que eu fui, acho que devo ter encontrado mais de 20 brasileiros, até uma atendente da loja da nike nos disse que os brasileiros eram a maioria entre os estrangeiros que visitavam o lugar.

Isso que o governo Dilma quer barrar o brasileiro de gastar no exterior aumentando a aliquota do IOF, imagina se não tivesse essa barreira?

Um  episódio engraçado aconteceu no Burguer King perto do Batery Park, em Downtown Manhattan. Estava eu e meu irmão conversando sobre as mulheres da cidade, e meu irmão dizendo que as mulheres brasileiras eram mais bonitas. Então passa uma menina muito bonita e senta perto de onde estavamos. Meu irmão até comentou dizendo que aquela menina era uma exceção (tudo em portugues, achando que estava a salvo). Logo depois disso, a tal menina levanta e vai para o banheiro, só deu para escutar ela falando para a mãe dela: “Mãe, vou no banheiro e já volto”. Olhei pra cara do meu irmão rindo e dizendo: ela não é excessão não! ahusahusahusahu

Enfim, era isso, espero ter animo para postar mais no blog!

Abraços.